01/07/15

Pastoral Americana

Pastoral americanaPastoral americana by Philip Roth
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“Penetrar no interior das pessoas era uma arte ou capacidade que ele não possuía. Não conhecia a combinação daquela fechadura. Para ele, quem desse sinais de bondade, era bom. Quem desse sinais de lealdade, era leal. Quem desse sinais de inteligência, era inteligente. E assim, ele não conseguira penetrar no íntimo da filha, da mulher, da sua única amante; provavelmente nem sequer conseguira começar a penetrar no seu próprio íntimo. O que era ele, despido de todos os sinais que emitia? As pessoas erguiam-se por todo o lado e gritavam: «Este sou eu! Este sou eu!» Sempre que se olhava para elas, elas erguiam-se e diziam-nos quem eram e a verdade é que sabiam tanto de si próprias como ele sabia dele mesmo. Elas também acreditavam nos seus sinais. O que deviam fazer era erguerem-se e gritarem: «Este não sou eu! Este não sou eu!» Se tivessem alguma vergonha era o que fariam. «Este não sou eu!» Só assim se consegue aguentar a merda deste mundo.” (P.397/398)

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