20/12/14

A Mão ao Assinar este Papel

A Mão ao Assinar Este PapelA Mão ao Assinar Este Papel by Dylan Thomas
My rating: 5 of 5 stars

Um livro perfeito.


And death shall have no dominion.
Dead man naked they shall be one
With the man in the wind and the west moon;
When their bones are picked clean and the clean bones gone,
They shall have stars at elbow and foot;
Though they go mad they shall be sane,
Though they sink through the sea they shall rise again;
Though lovers be lost love shall not;
And death shall have no dominion.

And death shall have no dominion.
Under the windings of the sea
They lying long shall not die windily;
Twisting on racks when sinews give way,
Strapped to a wheel, yet they shall not break;
Faith in their hands shall snap in two,
And the unicorn evils run them through;
Split all ends up they shan't crack;
And death shall have no dominion.

And death shall have no dominion.
No more may gulls cry at their ears
Or waves break loud on the seashores;
Where blew a flower may a flower no more
Lift its head to the blows of the rain;
Though they be mad and dead as nails,
Heads of the characters hammer through daisies;
Break in the sun till the sun breaks down,
And death shall have no dominion.

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E a morte perderá o seu domínio.
Nus, os homens mortos irão confundir-se
Com o homem no vento e na lua do poente;
Quando, descarnados e limpos, desaparecerem os ossos
Hão-de nos seus braços e pés brilhar as estrelas.
Mesmo que se tornem loucos permanecerá o espírito lúcido;
Mesmo que sejam submersos pelo mar, eles hão-de ressurgir;
Mesmo que os amantes se percam, continuará o amor;
E a morte perderá o seu domínio.

E a morte perderá o seu domínio.
Aqueles que há muito repousam sobre as ondas do mar
Não morrerão com a chegada do vento;
Ainda que, na roda da tortura, comecem
Os tendões a ceder, jamais se partirão;
Entre as suas mãos será destruída a fé
E, como unicórnios, virá atravessá-los o sofrimento;
Embora sejam divididos eles manterão a sua unidade;
E a morte perderá o seu domínio.

E a morte perderá o seu domínio.
Não hão-de gritar mais as gaivotas aos seus ouvidos
Nem as vagas romper tumultuosamente nas praias;
Onde se abriu uma flor não poderá nenhuma flor
Erguer a sua corola em direcção à força das chuvas;
Ainda que estejam mortas e loucas, hão-de descer
Como pregos as suas cabeças pelas margaridas;
É no sol que irrompem até que o sol se extinga,
E a morte perderá o seu domínio.


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