20/12/14

A Christmas Carol

A Christmas CarolA Christmas Carol by Charles Dickens
My rating: 4 of 5 stars

"A Christmas Carol" é um livro obrigatório para quem aprecia esta época do ano ou para quem (acima de tudo!) se revê nos valores preconizados por Dickens na reveladora viagem de Ebenezer Scrooge às profundezas da sua alma.

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A Mão ao Assinar este Papel

A Mão ao Assinar Este PapelA Mão ao Assinar Este Papel by Dylan Thomas
My rating: 5 of 5 stars

Um livro perfeito.


And death shall have no dominion.
Dead man naked they shall be one
With the man in the wind and the west moon;
When their bones are picked clean and the clean bones gone,
They shall have stars at elbow and foot;
Though they go mad they shall be sane,
Though they sink through the sea they shall rise again;
Though lovers be lost love shall not;
And death shall have no dominion.

And death shall have no dominion.
Under the windings of the sea
They lying long shall not die windily;
Twisting on racks when sinews give way,
Strapped to a wheel, yet they shall not break;
Faith in their hands shall snap in two,
And the unicorn evils run them through;
Split all ends up they shan't crack;
And death shall have no dominion.

And death shall have no dominion.
No more may gulls cry at their ears
Or waves break loud on the seashores;
Where blew a flower may a flower no more
Lift its head to the blows of the rain;
Though they be mad and dead as nails,
Heads of the characters hammer through daisies;
Break in the sun till the sun breaks down,
And death shall have no dominion.

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E a morte perderá o seu domínio.
Nus, os homens mortos irão confundir-se
Com o homem no vento e na lua do poente;
Quando, descarnados e limpos, desaparecerem os ossos
Hão-de nos seus braços e pés brilhar as estrelas.
Mesmo que se tornem loucos permanecerá o espírito lúcido;
Mesmo que sejam submersos pelo mar, eles hão-de ressurgir;
Mesmo que os amantes se percam, continuará o amor;
E a morte perderá o seu domínio.

E a morte perderá o seu domínio.
Aqueles que há muito repousam sobre as ondas do mar
Não morrerão com a chegada do vento;
Ainda que, na roda da tortura, comecem
Os tendões a ceder, jamais se partirão;
Entre as suas mãos será destruída a fé
E, como unicórnios, virá atravessá-los o sofrimento;
Embora sejam divididos eles manterão a sua unidade;
E a morte perderá o seu domínio.

E a morte perderá o seu domínio.
Não hão-de gritar mais as gaivotas aos seus ouvidos
Nem as vagas romper tumultuosamente nas praias;
Onde se abriu uma flor não poderá nenhuma flor
Erguer a sua corola em direcção à força das chuvas;
Ainda que estejam mortas e loucas, hão-de descer
Como pregos as suas cabeças pelas margaridas;
É no sol que irrompem até que o sol se extinga,
E a morte perderá o seu domínio.


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Byron e o Amor

Byron e o AmorByron e o Amor by Edna O'Brien
My rating: 4 of 5 stars

Óptimo pretexto para conhecer a personalidade complexa, voraz, brutal, excessiva, obscura e muitas vezes cruel de um dos maiores vultos da literatura mundial.

Edna O'Brien é mestre na separação entre realidade e lenda, baseando a obra na vasta troca de correspondência entre Byron e aqueles com quem se relacionou ou em relatos a seu respeito por parte dos que lhe eram mais próximos.

Mas por incrível que pareça, não poucas vezes a lenda coincide com a realidade, e confirmo que o carácter magnetizante de Lord Byron atravessou os séculos incólume!

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11/12/14

O Mesmo Mar

O Mesmo MarO Mesmo Mar by Amos Oz
My rating: 4 of 5 stars

Um romance que é um imenso poema de vozes que se entrelaçam, de vidas arrebatadas por outras vidas e pela morte, de recordações, de procura e de encontro… e de perda.
Amos Oz edifica “O Mesmo Mar” a partir de fragmentos de alma, de cintilações mudas, de ausências presentes, de epopeias interiores e o resultado é um fresco de vidas em busca de um sentido. Navegando o mesmo mar.

“Como uma corça ansiando pelas águas vivas, assim a minha alma.
E dois ciprestes movem-se de cá para lá em silenciosa devoção.
Como as águas cobrem o mar, as águas impetuosas passaram por cima:
Passaram-se foram-se, e já não são. Volta ao teu repouso alma minha.
Onde está o teu repouso?
Responde, alma minha: para onde voltarás,
Por que ansiarás, como uma corça? A cafeteira está a assobiar.
É tempo de um café. E se a luz que há em ti
Escurecer, que profunda será a escuridão. Está uma mosca
Presa entre o estore e a rede. A casa está vazia. Um tapete.
Um gato enroscado. Quando virei, quando surgirei? A luz é escuridão.
À beira da água estava uma corça e foi-se.”



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08/12/14

Da Natureza, Da Arte e Da Linguagem

Da Natureza, Da arte e Da LinguagemDa Natureza, Da arte e Da Linguagem by Rainer Maria Rilke
My rating: 4 of 5 stars

Compilação de reflexões organizada tematicamente... Só para não me esquecer que Rilke é um dos "grandes" do século XIX/XX.

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07/12/14

O Doutor Jivago

O Doutor JivagoO Doutor Jivago by Boris Pasternak
My rating: 3 of 5 stars

As primeiras cento e tal páginas do livro prenderam-me, situaram-me, encantaram-me.

Depois, e apesar da escrita com lampejos poéticos belíssimos, a história começa a “desfigurar-se”, mais concretamente a história das personagens que seguíamos com interesse, para dar lugar à História maior da Rússia. Os traços caracterizadores das personagens permanecem incompletos para dar lugar às pinceladas bruscas que preenchem a tela da identidade russa (política, social, artística, natural) que emerge em toda a sua força relegando para segundo plano Iuri Jivago, Lara, Tonia, Antipov/ Strelnikov…

Quase me sinto culpada por não ter apreciado o livro para além das três estrelas mas depois ocorrem-me as palavras de Nabokov (exageradas, é certo, mas que acentuam na sua crueldade um pouco da impressão que me ficou…) sobre “O Doutor Jivago”:

"Doctor Zhivago is a sorry thing, clumsy, trite and melodramatic, with stock situations, voluptuous lawyers, unbelieveable girls, romantic robbers and trite coincidences."


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